Desabafo. Tragédias, não aguento mais OUVIR a respeito!

Desde que me entendo por gente sou bombardeado todos os anos de notícias sobre tragédias ocorridas com seres humanos em decorrência de “fênomenos” da Natureza. Lembro, na minha infância, de um rio que passava (e ainda passa – só que foi coberto) na Rua Vitório Marçola, no Bairro Anchieta em Belo Horizonte, que transbordava e inundava as casas da Rua que, diga-se de passagem, é uma zona nobre da Capital Mineira. Na minha adolescência foi a vez do Ribeirão Arrudas. Quantas vidas, barracos e prejuizos financeiros aos empresários da região ocorreram devido ao transbordo das suas águas. Na época a Rede de Comunicação não era tão desenvolvida, logo não tínhamos notícias de tragédias, que provavelmente aconteciam concomitantemente às nossas, ou seja, as tragédias “eram” provincianas. Assim, a Rede de Solidariedade, tecida pela comunidade local, era bastante atuante e servia para aglutinar as pessoas numa causa comum e na percepção da necessidade de melhoria da infraestrutura da Cidade e das condições de VIDA do CIDADÃO. O que no meu entendimento surtiu efeito. A Vitório Marçola não alaga mais, o Arrudas parou de transbordar e causar os desmoronamentos de barracos na periferia etc. (pelo menos Eu não tenho notícias). Já na vida adulta, por volta de 1985, foi a vez das tragédias na Rio Santos, região de Angra dos Reis. Pude presenciar os danos porque estava em Lua de Mel na região. Nossa foi terrível, um pedaço da estrada desabou pois um pedaço da montanha desabou em cima de um trecho. Era como se uma faca tivesse passado num pedaço de manteiga. Não sei se essa notícia chegou na nossa Província.

Bom, com a eficiência e o desenvolvimento da comunicação, com a implantação das Redes de TV, as tragédias tomaram uma dimensão mais abrangente. Agora onde tem uma com perdas de vidas humanas e materiais significativas vira matéria garantida para incrementar o IBOPE dos Canais. E logo o “Cidadão” Brasileiro (nessa hora todos somos Cidadãos) são convocados para atuar numa Rede de Solidariedade, que se volatiliza tão logo tenha, a vida na comunidade local voltado a “normalidade”. A luta pela qualidade de VIDA e a CIDADANIA passa a ser um problema local. Vocês sabem que rumo tomou a questão do desabamento em Ilha Grande ou como está a vida em Santa Catarina ou como está a miséria e a fome no País, na região do Sertão da Paraiba, do Piauí.Gente, se ficarmos ligados nas tragédias, NO MODO COMO SÃO NOTICIADAS, ficaremos completamente deprimidos diante da impotência de podermos participar EFICAZMENTE no apoio às vítimas.

Quando é que vai haver uma grande REDE DE SOLIDARIEDADE em prol da MORALIDADE POLÍTICA, DA VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE, DO EXERCÍCIO DA CIDADANIA? Quando é que vamos deixar de ser um País COLÔNIA?
Quando é que vai haver uma REDE DE SOLIDARIEDADE para transformar o CIDADÃO BRASILEIRO em CIDADÃO BRASILEIRO, com direito a MORADIA,ALIMENTAÇÃO, REMUNERAÇÃO PELO TRABALHO, EDUCAÇÃO, SAÚDE, SEGURANÇA DIGNAS?

TRAGÉDIA é o quadro da POLÍTICA BRASILEIRA, não acham? Sejam solidários e mobilizem-se para ajudar o CIDADÃO BRASILEIRO. Mobilizem para tirar esses CIDADÃOS da miséria em que se encontram.

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Sobre Sabino

Aproximei pelo que vi, permaneci, ou não, pelo que descobri.
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Uma resposta para Desabafo. Tragédias, não aguento mais OUVIR a respeito!

  1. Cristina Crix disse:

    Sem mais delongas, mon ami,
    tudo isso há de acontecer quando soubermos
    todos escolher nossos governantes e que estes
    criem políticas públicas realmente do interesse
    do povo!

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